Com medo de parecer tolo,
deixamos de ser natural.
Com medo de parecer sentimental,
deixamos de nos emocionar.
Com medo de se envolver,
deixamos de amar.
Com medo de sofrer,
nos fechamos em casulo.
Com medo do ridículo,
esquecemos a espontaneidade.
Com medo de arriscar,
não conquistamos nada.
Com medo de ser alguém,
rapidamente nos escondemos do mundo.
Com medo de viver,
escolhemos morrer.
Com medo de perder,
preferimos o abandono.
Com tantos medos...
Não sentimos, não crescemos, não somos,
Não amamos, não temos, não amamos, não vivemos...
[Autor desconhecido]
sexta-feira, 9 de julho de 2010
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Ela...Ele...
Ela sofria, ele nem ligava.
Ela chorava, ele ria.
Ela falava, ele não ouvia.
Ele mentia, ela acreditava.
Ela o esperava, ele não voltava.
Ela queria coisa séria, ele só queria se divertir.
Ela sorria pra ele, ele ria dela.
Ela acreditava em tudo que ele dizia, ele dizia o mesmo para as outras.
Ela queria pra sempre, ele só por um momento.
Ela se entregava, ele evitava.
Ela falava: eu te amo, ele apenas sorria.
Ela ficava por conteúdo, ele ficava por quantidade.
Ela procurava o príncipe, ele procurava a próxima.
Ela queria-o, ele queria uma.
Ele descobriu que ela era a única, ela descobriu que ele era só mais um.
[Autor desconhecido]
Ela chorava, ele ria.
Ela falava, ele não ouvia.
Ele mentia, ela acreditava.
Ela o esperava, ele não voltava.
Ela queria coisa séria, ele só queria se divertir.
Ela sorria pra ele, ele ria dela.
Ela acreditava em tudo que ele dizia, ele dizia o mesmo para as outras.
Ela queria pra sempre, ele só por um momento.
Ela se entregava, ele evitava.
Ela falava: eu te amo, ele apenas sorria.
Ela ficava por conteúdo, ele ficava por quantidade.
Ela procurava o príncipe, ele procurava a próxima.
Ela queria-o, ele queria uma.
Ele descobriu que ela era a única, ela descobriu que ele era só mais um.
[Autor desconhecido]
terça-feira, 6 de julho de 2010
Você realmente já amou uma mulher?
Para realmente amar uma mulher, para entedê-la
Você deve conhecê-la por dentro, ouvir cada pensamento
Ver cada sonho, e dar-lhe asas quando ela quiser voar
E quando se vir impotente nos braços dela, você saberá
Que realmente ama uma mulher.
Quando você ama uma mulher diz a ela o quanto é desejada
Quando você ama uma mulher diz a ela que ela é única
Porque ela precisa de alguém pra dizer-lhe que vai durar pra sempre
Então me diga você realmente, de verdade, já amou uma mulher?
Para realmente amar uma mulher deixe que ela te abrace
Até você saber como ela precisa ser tocada
Você tem de respirá-la, tem de sentir seu gosto,
Até senti-la em seu sangue
E quando vir seus futuros filhos nos olhos dela, você
Saberá que realmente ama uma mulher
Quando você ama uma mulher diz a ela o quanto é desejada
Quando você ama uma mulher diz a ela que ela é única
Porque ela precisa de alguém pra dizer-lhe que vai durar pra sempre
Então me diga você realmente, de verdade, já amou uma mulher?
Dê a ela confiança, abrace-a apertado, dê um pouco de ternura,
Trate-a direito e ela estará lá cuidando bem de você,
É preciso amar sua mulher.
Apenas diga-me, você realmente de verdade, já amou uma mulher???
[ Tradução da música: Have You Ever Really Loved A Woman? de Bryan Adams]
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Tempo de...
"Tempo de nascer
Tempo de morrer
Tempo de plantar
Tempo de arrancar a planta
Tempo de matar
Tempo de curar
Tempo de destruir
Tempo de construir
Tempo de chorar
Tempo de rir
Tempo de gemer
Tempo de bailar
Tempo de atirar pedras
Tempo de recolher pedras
Tempo de abraçar
Tempo de separar
Tempo de buscar
Tempo de perder
Tempo de guardar
Tempo de jogar fora
Tempo de rasgar
Tempo de costurar
Tempo de calar
Tempo de falar
Tempo de amar
Tempo de odiar
Tempo de guerra
Tempo de paz."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
Tempo de morrer
Tempo de plantar
Tempo de arrancar a planta
Tempo de matar
Tempo de curar
Tempo de destruir
Tempo de construir
Tempo de chorar
Tempo de rir
Tempo de gemer
Tempo de bailar
Tempo de atirar pedras
Tempo de recolher pedras
Tempo de abraçar
Tempo de separar
Tempo de buscar
Tempo de perder
Tempo de guardar
Tempo de jogar fora
Tempo de rasgar
Tempo de costurar
Tempo de calar
Tempo de falar
Tempo de amar
Tempo de odiar
Tempo de guerra
Tempo de paz."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
domingo, 4 de julho de 2010
O pássaro
"Era uma vez um pássaro.
Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas.
Enfim, um animal feito para voar livre e solto do céu, alegrar quem o observasse.
Um dia, uma mulher viu este pássaro e se apaixonou por ele.
Ficou olhando o seu vôo com a boca aberta de espanto, o coração batendo mais rápido, os olhos brilhando de emoção.
Convidou-o para voar com ela, e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia.
Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.
Mas então pensou: talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes!
E a mulher sentiu medo.
Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro.
E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro.
E sentiu-se sozinha.
E pensou: 'Vou montar uma armadilha. A próxima vez que o pássaro surgir, ele não mais partirá.'
O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha, e foi preso na gaiola.
Todos os dias ela olhava o pássaro.
Ali estava o objeto de sua paixão, e ela mostrava para suas amigas, que comentavam: 'Mas você é uma pessoa que tem tudo.'
Entretanto, uma estranha transformação começou a processar-se: como tinha o pássaro, e já não precisava conquistá-lo, foi perdendo o interesse.
O pássaro, sem poder voar e exprimir o sentido de sua vida, foi definhando, perdendo o brilho, ficou feio, e a mulher já não prestava mais atenção nele, apenas na maneira como o alimentava e como cuidava de sua gaiola.
Um belo dia, o pássaro morreu.
Ela ficou profundamente triste, e vivia pensando nele.
Mas não se lembrava da gaiola, recordava apestas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens.
Se ela observasse a si mesma, descobriria que aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.
Sem o pássaro, sua vida também perdeu o sentido, e a morte veio bater à sua porta.
'Por que você veio?' perguntou à morte.
'Para que você possa voar de novo com ele nos céus.' respondeu a morte.
'Se o tivesse deixado partir e voltar sempre, você o amaria e o admiraria ainda mais, entretanto, agora você precisa de mim para poder encontrá-lo de novo."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
Adornado com um par de asas perfeitas e plumas reluzentes, coloridas e maravilhosas.
Enfim, um animal feito para voar livre e solto do céu, alegrar quem o observasse.
Um dia, uma mulher viu este pássaro e se apaixonou por ele.
Ficou olhando o seu vôo com a boca aberta de espanto, o coração batendo mais rápido, os olhos brilhando de emoção.
Convidou-o para voar com ela, e os dois viajaram pelo céu em completa harmonia.
Ela admirava, venerava, celebrava o pássaro.
Mas então pensou: talvez ele queira conhecer algumas montanhas distantes!
E a mulher sentiu medo.
Medo de nunca mais sentir aquilo com outro pássaro.
E sentiu inveja, inveja da capacidade de voar do pássaro.
E sentiu-se sozinha.
E pensou: 'Vou montar uma armadilha. A próxima vez que o pássaro surgir, ele não mais partirá.'
O pássaro, que também estava apaixonado, voltou no dia seguinte, caiu na armadilha, e foi preso na gaiola.
Todos os dias ela olhava o pássaro.
Ali estava o objeto de sua paixão, e ela mostrava para suas amigas, que comentavam: 'Mas você é uma pessoa que tem tudo.'
Entretanto, uma estranha transformação começou a processar-se: como tinha o pássaro, e já não precisava conquistá-lo, foi perdendo o interesse.
O pássaro, sem poder voar e exprimir o sentido de sua vida, foi definhando, perdendo o brilho, ficou feio, e a mulher já não prestava mais atenção nele, apenas na maneira como o alimentava e como cuidava de sua gaiola.
Um belo dia, o pássaro morreu.
Ela ficou profundamente triste, e vivia pensando nele.
Mas não se lembrava da gaiola, recordava apestas o dia em que o vira pela primeira vez, voando contente entre as nuvens.
Se ela observasse a si mesma, descobriria que aquilo que a emocionava tanto no pássaro era a sua liberdade, a energia das asas em movimento, não o seu corpo físico.
Sem o pássaro, sua vida também perdeu o sentido, e a morte veio bater à sua porta.
'Por que você veio?' perguntou à morte.
'Para que você possa voar de novo com ele nos céus.' respondeu a morte.
'Se o tivesse deixado partir e voltar sempre, você o amaria e o admiraria ainda mais, entretanto, agora você precisa de mim para poder encontrá-lo de novo."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
sábado, 3 de julho de 2010
Segundo Platão...
"Segundo Platão, no início da criação, os homens e mulheres não eram como são hoje; havia apenas um ser, que era baixo, com um corpo e um pescoço, mas sua cabeça tinha duas faces, cada uma olhando para uma direção.
Era como se duas criaturas estivessem grudadas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas, quatro braços.
Os deuses gregos, porém, eram ciumentos, e viram que uma criatura que tinha quatro braços trabalhava mais, duas faces opostas esta vam sempre vigilantes e não podia ser atacada por traição, quatro pernas não exigiam tanto esforço para ficar de pé ou andar por longos períodos.
E, o que era mais perigoso: tal criatura tinha dois sexos diferentes, não precisava de ninguém mais para continuar se reproduzindo na terra.
Então disse Zeus, o supremo senhor do Olimpo: 'Tenho um plano para fazer com que estes mortais percam sua força.'
E, com um raio, cortou a criatura em dois, criando o homem e a mulher.
Isso aumentou muito a população do mundo, e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nele habitavam, porque agora tinham que buscar de novo sua parte perdida, abraçá-la de novo, e nesse abraço recuperar a força antiga, a capacidade de evitar a traição, a resistência para andar longos períodos e aguentar o trabalho cansativo. O abraço em que os dois corpos se confundem de novo em um, nós o chamamos de sexo."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
Era como se duas criaturas estivessem grudadas pelas costas, com dois sexos opostos, quatro pernas, quatro braços.
Os deuses gregos, porém, eram ciumentos, e viram que uma criatura que tinha quatro braços trabalhava mais, duas faces opostas esta vam sempre vigilantes e não podia ser atacada por traição, quatro pernas não exigiam tanto esforço para ficar de pé ou andar por longos períodos.
E, o que era mais perigoso: tal criatura tinha dois sexos diferentes, não precisava de ninguém mais para continuar se reproduzindo na terra.
Então disse Zeus, o supremo senhor do Olimpo: 'Tenho um plano para fazer com que estes mortais percam sua força.'
E, com um raio, cortou a criatura em dois, criando o homem e a mulher.
Isso aumentou muito a população do mundo, e ao mesmo tempo desorientou e enfraqueceu os que nele habitavam, porque agora tinham que buscar de novo sua parte perdida, abraçá-la de novo, e nesse abraço recuperar a força antiga, a capacidade de evitar a traição, a resistência para andar longos períodos e aguentar o trabalho cansativo. O abraço em que os dois corpos se confundem de novo em um, nós o chamamos de sexo."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Fio condutor
"Eu encontrei um homem, e me apaixonei por ele.
Deixei-me apaixonar por uma simples razão: não espero nada.
Sei que em algum tempo estará longe, ele será uma lembrança, mas não podia aguentar mais viver sem amor; estava no meu limite.
É suficiente amá-lo, estar com ele em meu pensamento, e colorir esta cidade tão bela com seus passos, suas palavras, seu carinho.
(...)
Geralmente estes encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos morrer e renascer emocionalmente.
Os encontros nos esperam mas a maior parte das vezes evitamos que eles aconteçam.
Entretanto, se estamos desesperados, se já não temos mais nada a perder, ou se estamos muito entusiasmados com a vida, então o desconhecido se manifesta, e nosso universo muda de rumo.
Todos sabem amar, pois já nasceram com este dom.
Algumas pessoas já o praticam naturalmente bem, mas a maioria tem que aprender de novo, relembrar como se ama, e todos, sem exceção, precisam queimar na fogueira de suas emoções passadas, reviver algumas alegrias e dores, quedas e recuperação, até conseguir enxergar o fio condutor que existe por trás de cada novo encontro."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
Deixei-me apaixonar por uma simples razão: não espero nada.
Sei que em algum tempo estará longe, ele será uma lembrança, mas não podia aguentar mais viver sem amor; estava no meu limite.
É suficiente amá-lo, estar com ele em meu pensamento, e colorir esta cidade tão bela com seus passos, suas palavras, seu carinho.
(...)
Geralmente estes encontros acontecem quando chegamos a um limite, quando precisamos morrer e renascer emocionalmente.
Os encontros nos esperam mas a maior parte das vezes evitamos que eles aconteçam.
Entretanto, se estamos desesperados, se já não temos mais nada a perder, ou se estamos muito entusiasmados com a vida, então o desconhecido se manifesta, e nosso universo muda de rumo.
Todos sabem amar, pois já nasceram com este dom.
Algumas pessoas já o praticam naturalmente bem, mas a maioria tem que aprender de novo, relembrar como se ama, e todos, sem exceção, precisam queimar na fogueira de suas emoções passadas, reviver algumas alegrias e dores, quedas e recuperação, até conseguir enxergar o fio condutor que existe por trás de cada novo encontro."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Inevitável
"O desejo profundo, o desejo mais real é aquele de aproximar-se de alguém.
A partir daí, começam a ocorrer as reações, o homem e a mulher entram em jogo, mas o que acontece antes é impossível de explicar.
É o desejo intocado, em seu estado puro.
Quando o desejo ainda está neste estado puro, homem e mulher se apaixonam pela vida, vivem cada momento com reverência, e conscientemente, sempre esperando o momento certo de celebrar a próxima bênção.
Pessoas assim não têm pressa, não precipitam os acontecimentos com ações inconscientes.
Elas sabem que o inevitável se manifestará, que o verdadeiro sempre encontra uma maneira de mostrar-se.
Quando chega o momento, elas não hesitam, não perdem uma oportunidade, não deixam passar nenhum momento mágico porque respeitam a importância de cada segundo."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
A partir daí, começam a ocorrer as reações, o homem e a mulher entram em jogo, mas o que acontece antes é impossível de explicar.
É o desejo intocado, em seu estado puro.
Quando o desejo ainda está neste estado puro, homem e mulher se apaixonam pela vida, vivem cada momento com reverência, e conscientemente, sempre esperando o momento certo de celebrar a próxima bênção.
Pessoas assim não têm pressa, não precipitam os acontecimentos com ações inconscientes.
Elas sabem que o inevitável se manifestará, que o verdadeiro sempre encontra uma maneira de mostrar-se.
Quando chega o momento, elas não hesitam, não perdem uma oportunidade, não deixam passar nenhum momento mágico porque respeitam a importância de cada segundo."
[ Trecho do livro "Onze Minutos" de Paulo Coelho ]
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