quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Querido 2011, venha e humilhe 2010!!


Mais um ano está acabando, mais uma página do livro da minha vida vai ser virada. Uma página que foi marcada por muitas lutas interiores, lutas de princípios, lágrimas, saudades, decepções, perdas... É minha vida amorosa não foi um mar de rosas este ano...descobri que o amor realmente existe, agora já o conheço de perto, mas ele passou por mim muito rápido, só para se apresentar e já foi embora...

Mas também tem as coisas boas: fiz novos amigos, resgatei os velhos amigos, descobri o que quero da minha profissão, saí do estado de SP (não riam...nunca tinha saído de SP antes...hehehehe), fui para Belo Horizonte (MG) onde eu conheci muitas pessoas com o mesmo ideal que eu.

Em BH também aprendi que eu preciso deixar meu lado sentimental aparecer mais, porque eu sou muito razão, meu lado racional sempre vence do emocional. Aprendi que é possível retirar minhas máscaras, elas que me fazem tão mal, e aos poucos estou conseguindo, não é fácil, mas estou conseguindo.

Em 2010 estou mais independente, as pessoas em minha volta podem pensar que não mudou nada, mas só eu vejo que foram grandes mudanças. Estou mais madura, 2010 me fez assim. Um ano de muitos acontecimentos que ficarão guardados na minha memória para sempre.

E agora poucos dias para a entrada de mais um ano, eu refleti muito sobre o que esperar, e para 2011 eu pretendo:

Terminar a facul, é meu 5º e último ano da Faculdade de Farmácia...pra quem chegou até aqui acho que eu consigo sobreviver mais um ano... (hehehehe) Quero publicar meu 2 artigos também, um referente à Iniciação Científica e outro sobre meu TCC, os professores acham meus trabalhos muito interessantes e estão me apoiando muito. 

Em 2011 também preciso organizar um projeto para o meu Mestrado, se Deus quiser vou conseguir uma bolsa. Também tenho um imenso apoio dos professores, que em 2010 se tornaram mais que professores, se tornaram amigos.

Bom, este ano que se inicia também quero perder 3kg, pode parecer pouco, mas esses eles fazem toda a diferença!! (hahahahaha)

Quando me mudei para Sorocaba estava tão só, tão triste, até encontrar o SEFIF, que se tornou um lugar muito especial para mim, é onde eu fiz vários amigos, um lugar que dá suporte pra minha vida, e em 2011 quero trabalhar muuuuuito lá no SEFIF, vou me doar mais para esse trabalho que me dá tanta luz.
♫ Vc me clareia, vc me dá luz, vc me deu luz, me deu maior luz! ♫

Ahhhh se eu conseguir vencer minha preguiça vou entrar na academia!!! hahaha

Em 2011 também quero namorado!!! hahahaha  Uma pessoa que me realizasse, que realmente gostasse de estar comigo e vice-versa, sem falsidade (aliás de falsidade o meu 2010 foi cheio e não foi bom), sem mentiras, apenas alguém que gostasse da minha companhia, que me aceite da maneira como sou. Não quero alguém perfeito, já não sou uma menininha para acreditar em "Príncipe Encantado", quero alguém com qualidades e defeitos, alguém real, alguém que goste de mim...

Bom...mas é isso aí, para 2011 quero desejar a todos nós muita felicidade, paz, harmonia, amor (o mundo inteiro está carente de amor), fraternidade. Que 2011 seja um ano cheio de conquistas, de novas amizades de novos lugares para se conhecer.

E que venha mais um ano!!!
Querido 2011, venha e humilhe 2010!!

[ By Nilsa Almeida ]

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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Pessoas

"Há pessoas que nos falam e nem as escutamos, há pessoas que nos ferem e nem cicatrizes deixam mas há pessoas que simplesmente aparecem em nossas vidas e nos marcam para sempre."

[ Cecília Meireles ]

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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Agradecimentos

"Em tempos em que quase ninguém se olha nos olhos, em que a maioria das pessoas pouco se interessa pelo que não lhe diz respeito, só mesmo agradecendo àqueles que percebem nossas descrenças, indecisões, suspeitas, tudo o que nos paralisa, e gastam um pouco da sua energia conosco, insistindo."

[ Martha Medeiros ]



Queria agradecer à todos aqueles que em 2010 gastaram um pouco de energia comigo, me dando atenção, dando risadas, conversando...Obrigada por conviver-mos juntos! 

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sábado, 25 de dezembro de 2010

Dentro de mim

"Era como se considerasse totalmente improvável que o resto do mundo pudesse compreender o que acontecia dentro de mim."

[ Do livro: "Nua e crua" de Marta Gautier ]

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quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Feliz Natal


Quero ver você não chorar, não olhar pra trás nem se arrepender do que faz...
Quero ver o amor vencer, mas se a dor nascer você resistir e sorrir...
Se você pode ser assim, tão enorme assim eu vou crer...
Que o Natal existe, que ninguém é triste, que no mundo há sempre amor
Bom Natal, um Feliz Natal, muito amor e paz pra você
Pra você…


xD

Luz Divina

Luz que me ilumina o caminho e que me ajuda a seguir
Sol que brilha à noite e a qualquer hora Me fazendo sorrir
Claridade, fonte de amor que me acalma e seduz

Essa luz ,
Só pode ser Jesus
Essa luz

Raio duradouro que orienta O navegante perdido
Força dos humildes, dos aflitos Paz dos arrependidos
Brilho das estrelas do universo O seu olhar me conduz

Essa luz
É claro que é Jesus
Essa luz

Sigo em paz no caminho da vida porque
O caminho a verdade a vida é você
Por isso eu te sigo, Jesus meu amigo
Quero caminhar do seu lado E segurar sua mão
Mão que me abençoa e me perdoa E afaga o meu coração
Estrela que nos guia luz divina O seu amor nos conduz

Essa luz
É claro que é Jesus


[ Música: "Luz Divina" de Roberto Carlos ]

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Fase ruim

"Mesmo naquela fase em que eu não estava bem, sabia que havia de chegar o dia em que ficaria bem. Tinha de passar por aquela fase má, mas era a decisão certa."

[ Do livro: "Vai valer a pena" de Joaquim Quintino Aires ]

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quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Quebra-cabeça

"Quando se ama desesperadamente uma pessoa, nunca se aceita a sua perda. E acabamos por procurar, em outras pessoas bocados daquela, como se fosse possível fazer um puzzle com peças de diferentes jogos."

[ Do livro: "Pessoas como nós" de Margarida Rebelo Pinto ]

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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Pior do que tudo...

"Pior do que sentir fome, do que sentir sede, do que estar desempregado, a sofrer por amor, desesperado devido a uma derrota - pior que tudo isto é sentir que ninguém, absolutamente ninguém neste mundo, se interessa por nós."

[ Do livro: "O ser como o rio que flui" de Paulo Coelho ]

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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Acreditar!

"Não sei como não desisti, mas a verdade é que nunca deixei de sonhar, nunca deixei de acreditar que a vida me podia dar o que quero e mereço."

[ Do livro: "Vou contar-lhe um segredo" de Margarida Rebelo Pinto ]

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Estar apaixonado

"Não há nada melhor do que estar apaixonado. Nem pior. Primeiro estranha-se, depois, entranha-se. A paixão dá para tudo. Para rir e chorar, fazer confidências, namorar ao luar a beber coca-colas de lata e sentir-se mais feliz do que se se estivesse numa suite do trigésimo andar do Pierre em Manhattan a beber Don Perignon.
Estar apaixonado é um estado de graça e de desgraça. Tira o sono e dá speed. Rouba a fome e mata a sede. Perde-se a noção do tempo, espaço, até do ridículo. Ganha-se força, vontade, desejo e anos de vida. 
Estar apaixonado é investir uma fortuna que demorou anos a amealhar num negócio de alto risco. E ainda por cima fazê-lo conscientemente. 
Porque a paixão é melhor do que qualquer bebida, droga ou paraíso terrestre. Uma pessoa apaixonada vai onde quer porque passa de repente a desconhecer os seus limites. Vê-se sem perceber bem como a fazer coisas impensáveis."

[ Do livro "As crônicas de Margarida" de Margarida Rebelo Pinto ]

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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Reconhecimento

"Há sempre alguém especial para cada um de nós. Frequentemente existem dois ou três, ou mesmo quatro. Provêm de diferentes gerações.Viajam através dos oceanos do tempo e das profundezas das dimensões celestiais para estarem novamente conosco. Vêm do outro lado, do céu. Estão diferentes mas o seu coração reconhece-os. Coração esse que os teve nos braços de que então dispunha... Estão unidos pela eternidade e nunca estarão sós.
A sua cabeça pode dizer: "Mas eu não o conheço". Mas o seu coração sabe que não é assim.
Ele pega-lhe na mão pela primeira vez, e a memória do seu toque transcende o tempo e perturba profundamente todos os átomos do seu ser.
Ela olha-o nos olhos, e você vê nela uma alma que foi sua companheira através dos séculos. O seu estômago revira-se. Os seus braços ficam arrepiados. Tudo o que é exterior a este momento perde importância.
Ele pode não a reconhecer, mesmo que finalmente se tenham encontrado de novo, mesmo que você o reconheça. Você consegue sentir o laço da união. Consegue ver o potencial, o futuro. Mas ele não. Os seus medos, o seu intelecto, os seus problemas mantém um véu sobre os olhos do seu coração. Ele não a deixa ajudá-lo a remover esse véu. Você lamenta-se e sofre, e ele segue o seu caminho, o destino pode ser tão volúvel.
Quando ambos se reconhecem, nenhum vulcão poderia entrar em erupção com mais paixão. A energia libertada é tremenda.
O reconhecimento das almas pode ser imediato. Um sentimento súbito de familiaridade, a sensação de conhecer esta nova pessoa a uma profundidade muito além daquela que a consciência permitiria... saber intuitivamente o que dizer, como vão reagir. Um sentimento de segurança e confiança muito maior do que aquele que alguma vez poderia ser conquistado num dia, numa semana ou num mês.
O reconhecimento das almas pode também ser lento e sutil. Uma alvorada gradual à medida que o véu é gentilmente removido. Nem todos estão preparados para o reconhecimento imediato. Há que dar tempo ao tempo, e muita paciência pode ser necessária para aquele que vê primeiro."

[ Do livro: "Só o amor é real" de Brian Weiss ]

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Hesitação

"O caminho entre os pontos de partida (o desejo) e da chegada (a felicidade) está cheio de sobressaltos. Sabemos o que temos, e sabemos o que queremos ter no futuro. 
Mas a caminhada a fazer é tão imprevisível, que muitas vezes optamos por cruzar os braços. O que quase sempre implica continuar a sofrer. 
E como tudo isso é estranho! Por causa do medo de sofrer no futuro, e nem sabemos se sofreríamos ou não, permanecemos no sofrimento a que, afinal nós mesmos nos condenamos.
Como seria fácil a vida se nos fosse possível adivinhar o futuro! Poderíamos tomar decisões sem qualquer dificuldade. Não precisaríamos de todos os conselhos que, depois, raramente seguimos.
Não teríamos hesitações, nem noites passadas sem dormir [...]
E quando as emoções e os sentimentos interferem nas decisões é ainda mais difícil. Muitas vezes não percebemos porque nunca nos ensinaram, que um sentimento hoje pode já não existir amanhã. 
Que uma emoção, uma paixão, sentida hoje, amanhã pode já ter desaparecido. E então temos medo de alterar coisas na nossa vida porque temos medo de lhes sentir a falta no futuro."

[ Do livro: "Vai valer a pena" de Joaquim Quintino Aires ]

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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Quase nada

"De você sei quase nada, pra onde vai ou porque veio...
Nem mesmo sei qual é a parte da tua estrada no meu caminho.." 

[ Zeca Baleiro - Quase nada ]

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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Cansaço

"Há dias em que me sinto vazia, como se um cansaço imenso e letárgico se tivesse instalado sem pré-aviso e me tolhesse o coração e o espírito. 
São dias em que acordar é pior do que ter um pesadelo e levantar-me da cama parece mais difícil do que atravessar o Atlântico a nado.
Manhãs submersas em recordações e saudades, a sonhar calada tudo o que quis e nunca tive."

[ Do livro "As crônicas de Margarida" de Margarida Rebelo Pinto ] 

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sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Caçada?

"Cace o afeto, procure quem você gosta de verdade, tire férias de rancores e mágoas, abrace forte, sorria, permita que lhe cacem também."

[ Martha Medeiros ]

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Salvação

"O amor é sempre novo. 
Não importa que amemos uma, duas, dez vezes na vida - estamos sempre diante de uma situação que não conhecemos. 
O amor pode levar-nos ao inferno ou ao paraíso, mas leva-nos sempre a algum lugar. 
É preciso aceitá-lo, porque ele é o alimento da nossa existência. 
Se nos recusamos, morremos de fome, enquanto vemos os ramos carregados da árvore da vida, sem coragem para estender a mão e colher os frutos. 
É preciso procurar o amor onde ele estiver, mesmo que isso signifique horas, dias, semanas de decepção e tristeza.
Porque no preciso momento em que partirmos em busca do amor, também ele parte ao nosso encontro.
E salva-nos."


[ Do livro "Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei" de Paulo Coelho ]


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Durante meses

"Sentiu um enorme e profundo vazio no seu coração e na sua vida. 
Parecia que nunca mais poderia vir a sentir-se inteira. 
Durante meses, chorou."

[ Do livro "Só o amor é real" de Brian Weiss ]

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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Saudades de tempos passados

"A minha paixão por ele era uma doença crônica que só o tempo conseguiu aplacar. 
Ou talvez nem sequer tenha sido o tempo, mas a vida em si mesma, o silêncio, a solidão, as saudades de tempos passados."

[ Do livro "Português suave" de Margarida Rebelo Pinto ]

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sem riscos

"Não fiques triste. 
Porque um dia irás encontrar um homem. 
Alguém que tu possas amar sem riscos."

[ Do livro "Na margem do rio Piedra eu sentei e chorei" de Paulo Coelho ]

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Infinitas horas...

"Infinitas horas de sono perdidas a pensar nele, a contar há quantos dias não falamos ou quantos faltam para ele chegar e o voltar a ver, a sentir, a respirar com ele o mesmo ar."

[ Do livro "Português suave" de Margarida Rebelo Pinto ]

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Canção das Mulheres

Que o outro saiba quando estou com medo, e me tome nos braços sem fazer perguntas demais. 

Que o outro note quando preciso de silêncio e não vá embora batendo a porta, mas entenda que não o amarei menos porque estou quieta. 

Que o outro aceite que me preocupo com ele e não se irrite com minha solicitude, e se ela for excessiva saiba me dizer isso com delicadeza ou bom humor. 

Que o outro perceba minha fragilidade e não ria de mim, nem se aproveite disso. 

Que se eu faço uma bobagem o outro goste um pouco mais de mim, porque também preciso poder fazer tolices tantas vezes. 

Que se estou apenas cansada o outro não pense logo que estou nervosa, ou doente, ou agressiva, nem diga que reclamo demais. 

Que o outro sinta quanto me dóia idéia da perda, e ouse ficar comigo um pouco - em lugar de voltar logo à sua vida. 

Que se estou numa fase ruim o outro seja meu cúmplice, mas sem fazer alarde nem dizendo ''Olha que estou tendo muita paciência com você!''

Que quando sem querer eu digo uma coisa bem inadequada diante de mais pessoas, o outro não me exponha nem me ridicularize. 

Que se eventualmente perco a paciência, perco a graça e perco a compostura, o outro ainda assim me ache linda e me admire. 

Que o outro não me considere sempre disponível, sempre necessariamente compreensiva, mas me aceite quando não estou podendo ser nada disso. 

Que, finalmente, o outro entenda que mesmo se às vezes me esforço, não sou, nem devo ser, a mulher-maravilha, mas apenas uma pessoa: vulnerável e forte, incapaz e gloriosa, assustada e audaciosa - uma mulher.

[ By Lya Luft ]

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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

O diário da tua ausência


"Tudo em mim se habituara a ele, o meu corpo, o meu coração, os meus olhos, o meu sono. 
E agora que ele estava a sair da minha realidade de uma forma irreversível. 
Era como se me arrancassem os membros, sentia-me paralisada, perdida, sem saber para onde ir, assustada e ferida sem sequer acreditar no que me estava a acontecer."

[ Do livro: "O diário da tua ausência" de Margarida Rebelo Pinto ]

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quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Vai valer a pena

"Mesmo naquela fase em que eu não estava bem, sabia que havia de chegar o dia em que ficaria bem. 

Tinha de passar por aquela fase má, mas era a decisão certa."   


[ Do livro: "Vai valer a pena" de Quintino Aires ]


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sábado, 20 de novembro de 2010

Desabafo de uma pessoa que amou muito...

Ahhh, porque tem que ser assim?

A pessoa que você mais amou na vida, não se importa nem um pouquinho com você, com seus sentimentos!!

Depois de muito tempo, onde as pessoas me falavam que não valeria a pena, que só iria me machucar (realmente me machuquei, e muito!), só agora percebi que realmente não vale a pena. Acho que eu já sabia, mas não queria enxergar, quem sabe uma esperança lá no fundo se mantinha acesa, de que tudo poderia mudar... 

Mas agora já era!! Chegou a hora de encarar a realidade, olhar pra frente e esquecer o passado, quem sabe apagá-lo totalmente da minha vida seria a solução?!?!

Como diria aquela frase: "Se não for pra me fazer voar, nem tire meus pés do chão"

Então, o melhor é seguir em frente...

"Quando Deus tira algo de você, Ele não está punindo-o, mas apenas abrindo suas mãos para receberem algo melhor."  

Então que venham as coisas boas!!

[ By Nilsa Almeida ]

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Superação

O amor nos tira o sono, nos tira do sério, tira o tapete debaixo dos nossos pés, faz com que nos defrontemos com medos e fraquezas aparentemente superados, mas também com insuspeitada audácia e generosidade. 
E como habitualmente tem um fim - que é dor - complica a vida. Por outro lado, é um maravilhoso ladrão da nossa arrogância.
Quem nos quiser amar agora terá de vir com calma, terá de vir com jeito. Somos um território mais difícil de invadir, porque levantamos muros, inseguros de nossas forças disfarçamos a fragilidade com altas torres e ares imponentes.
A maturidade me permite olhar com menos ilusões, aceitar com menos sofrimento, entender com mais tranqüilidade, querer com mais doçura.
Às vezes é preciso recolher-se.

[ Lia Luft ]

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quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Recolhimento

Às vezes é preciso recolher-se. O coração não quer obedecer, mas alguma vez aquieta; a ansiedade tem pés ligeiros, mas alguma vez resolve sentar-se à beira dessas águas.

Ficamos sem falar, sem pensar, sem agir. É um começo de sabedoria, e dói. Dói controlar o pensamento, dói abafar o sentimento, além de ser doloroso parece pobre, triste e sem sentido.

Amar era tão infinitamente melhor; curtir quem hoje se ausenta era tão imensamente mais rico. Não queremos escutar essa lição da vida, amadurecer parece algo sombrio, definitivo e assustador. Mas às vezes aquietar-se e esperar que o amor do outro nos descubra nesta praia isolada é só o que nos resta.

Entramos no casulo fabricado com tanta dificuldade, e ficamos quase sem sonhar. Quem nos vê nos julga alheados, quem já não nos escuta pensa que emudecemos para sempre, e a gente mesmo às vezes desconfia de que nunca mais será capaz de nada claro, alegre, feliz.

Mas quem nos amou, se talvez nos amar ainda há de saber que se nossa essência é ambiguidade e mutação, este silêncio é tanto uma máscara quanto foram, quem sabe, um dia os seus acenos.

[ By Lia Luft ]

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sonata da luz da lua

Um som profundo e aveludado
faz formar inúmeras imagens
cada nota em suas margens
se fazem agressivas e apaixonadas

Um piano solitário
no centro do escuro salão
o ar da triste solidão
e a execução de um pranto raro

Rasga o vento com teu choro
oh,pianista e tuas mágoas
cada nota como a água
de teus olhos sem consolo

Dedilha estas notas que imagina
cada tecla uma parte de sua canção
dedilhando assim meu coração
faz o fundo de minha sina

Sei que choras como eu
mas teu jeito de chorar
senhor solitário,é tocar
bem mais belo que o meu

E ainda ouço a sonata morrendo...
pouco a pouco,em tuas mãos.

[ Do blog Cabeça Vazia ]

sábado, 23 de outubro de 2010

Esquecer

Histórias de amor vão acontecer quando você menos esperar, eu sei que você acha que sua fada madrinha não gosta de você ou que ela só manda o cavalo no lugar do príncipe, mas isso não é verdade. 

Ela manda um príncipe, mas não é o encantado, esse é sem encanto, é um diamante bruto, que precisa ser lapidado, mas você não tem paciência. 

Você quer que o amor chegue perfeito pra você, só pra você falar "ai, eu amo tanto ele" o amor não é assim, o amor é mais do que você ter um garoto perfeito ao seu lado, o amor é você passar por conflitos, é você se achar uma burra por ter gostado daquele idiota, é você se odiar por amar ele. Isso é amor, não aquelas palavras comuns tipo, "eu te amo", "pra sempre", isso são só palavras. 

A princesa do conto de fadas na verdade odeia o príncipe, ela quer mesmo o sapo e vamos combinar, o sapo é bem melhor. Ele não se importa e isso faz a gente se importar, com o sapo é tudo mais natural, com o príncipe é tudo fora do real. 

Um dia eu acreditei que minha história de amor seria a melhor história de todas e o final seria feliz, mas então, ela acabou. E ela foi feliz, foi feliz para ele que não liga para os sentimentos porque pra mim foi terrível. Se doeu ? Doeu, muito, mas passou, depois de um tempo a dor já não era tão forte, as lágrimas secaram e as noites voltaram a ser de sonhos. 

Não que ele não tenha aparecido em meus sonhos, ele aparece, todos os dias, mas isso não me incomoda, pra falar a verdade eu gosto. Eu não me esqueci dele, seria impossível, mas com o tempo eu deixei de lembrar, as vezes ele reaparece, me chama no msn, meu coração dispara, eu começo a tremer mas isso é só costume, eu não gosto mais dele. 

Ou eu acho isso. 

Eu sei que no fundo quem eu mais quero não me quer, e mesmo que quisesse não daria para ter, talvez várias coisas atrapalhem, na verdade uma só coisa atrapalha, não pra mim, pra mim qualquer amor é possível independente de qualquer coisa, mas bom, pra ele não, eu não vou desistir, vou apenas esquecer. 

Esquecer que eu me apaixonei, esquecer que meu amor não está comigo, esquecer que ele ama ela e não eu, esquecer que o destino talvez exista mesmo, esquecer que nem sempre as coisas são como a gente quer e esquecer que o amor existe, mais uma vez.

[ Por @pamellapaschoal do Blog "Desejos de Menina" ] 

Adorei esse blog!! Recomendo à todos a visita!!

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quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Uma mulher melhor

Depois de um bom tempo dizendo que eu era a mulher da vida dele, um belo dia eu recebo um e-mail dizendo: "olha, não dá mais". Tá certo que a gente tava quase se matando e que o namoro já tinha acabado mesmo, mas não se termina nenhuma história de amor (e eu ainda o amava muito) com um e-mail, não é mesmo? Liguei pra tentar conversar e terminar tudo decentemente e ele respondeu: "mas agora eu to comendo um lanche com amigos". Enfim, fiquei pra morrer algumas semanas até que decidi que precisava ser uma mulher melhor para ele. Quem sabe eu ficando mais bonita, mais equilibrada ou mais inteligente, ele não volta pra mim?

Foi assim que me matriculei simultaneamente numa academia de ginástica, num centro budista e em um curso de cinema. Nos meses que se seguiram eu me tornei dos seres mais malhados, calmos, espiritualizados e cinéfilos do planeta. E sabe o que aconteceu? Nada, absolutamente nada, ele continuou não lembrando que eu existia. 

Aí achei que isso não podia ficar assim, de jeito nenhum, eu precisava ser ainda melhor pra ele, sim, ele tinha que voltar pra mim de qualquer jeito! 

Pra isso, larguei de vez a propaganda, que eu não suportava mais, e resolvi me empenhar na carreira de escritora, participei de vários livros, terminei meu próprio livro, ganhei novas colunas em revistas, quintupliquei o número de leitores do meu site e nada aconteceu. Mas eu não desisto fácil assim de um amor, e então resolvi tinha que ser uma super ultra mulher para ele, só assim ele voltaria pra mim. 

Foi então que passei 35 dias na Europa, exclusivamente em minha companhia, conhecendo lugares geniais, controlando meu pânico em estar sozinha e longe de casa, me tornando mais culta e vivida. Voltei de viagem e tchân, tchân, tchân, tchân: nem sinal de vida. 

Comecei um documentário com um grande amigo, aprendi a fazer strip, cortei meu cabelo 145 vezes, aumentei a terapia, li mais uns 30 livros, ajudei os pobres, rezei pra Santo Antonio umas 1.000 vezes, torrei no sol, fiz milhares de cursos de roteiro, astrologia e história, aprendi a nadar, me apaixonei por praia, comprei todas as roupas mais lindas de Paris. Como última cartada para ser a melhor mulher do planeta, eu resolvi ir morar sozinha. Aluguei um apartamento charmoso, decorei tudo brilhantemente, chamei amigos para a inauguração, servi bom vinho e comidinhas feitas, claro, por mim, que também finalmente aprendi a cozinhar. Resultado disso tudo: silêncio absoluto. 

O tempo passou, eu continuei acordando e indo dormir todos os dias querendo ser mais feliz para ele, mais bonita para ele, mais mulher para ele.

Até que algo sensacional aconteceu...

Um belo dia eu acordei tão bonita, tão feliz, tão realizada, tão mulher, que eu acabei me tornando mulher DEMAIS para ele. Ele quem mesmo???

[ Martha Medeiros ]

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

O medo do Amor

Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. 

Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. 

Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

[ Martha Medeiros ]

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domingo, 17 de outubro de 2010

A morte devagar

Morre lentamente quem não troca de idéias, não troca de discurso, evita as próprias contradições.

Morre lentamente quem vira escravo do hábito, repetindo todos os dias o mesmo trajeto e as mesmas compras no supermercado. 

Quem não troca de marca, não arrisca vestir uma cor nova, não dá papo para quem não conhece.

Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru e seu parceiro diário. 

Muitos não podem comprar um livro ou uma entrada de cinema, mas muitos podem, e ainda assim alienam-se diante de um tubo de imagens que traz informação e entretenimento, mas que não deveria, mesmo com apenas 14 polegadas, ocupar tanto espaço em uma vida.

Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o preto no branco e os pingos nos is a um turbilhão de emoções indomáveis, justamente as que resgatam brilho nos olhos, sorrisos e soluços, coração aos tropeços, sentimentos.

Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz no trabalho, quem não arrisca o certo pelo incerto atrás de um sonho, quem não se permite, uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos.

Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não acha graça de si mesmo.

Morre lentamente quem destrói seu amor-próprio. 

Pode ser depressão, que é doença séria e requer ajuda profissional. 

Então fenece a cada dia quem não se deixa ajudar.

Morre lentamente quem não trabalha e quem não estuda, e na maioria das vezes isso não é opção e, sim, destino: então um governo omisso pode matar lentamente uma boa parcela da população.

Morre lentamente quem passa os dias queixando-se da má sorte ou da chuva incessante, desistindo de um projeto antes de iniciá-lo, não perguntando sobre um assunto que desconhece e não respondendo quando lhe indagam o que sabe.

Morre muita gente lentamente, e esta é a morte mais ingrata e traiçoeira, pois quando ela se aproxima de verdade, aí já estamos muito destreinados para percorrer o pouco tempo restante. Que amanhã, portanto, demore muito para ser o nosso dia. Já que não podemos evitar um final repentino, que ao menos evitemos a morte em suaves prestações, lembrando sempre que estar vivo exige um esforço bem maior do que simplesmente respirar.

[ Martha Medeiros ]

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Não seria perfeito?

A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. 
Eu acho que ...o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. 
Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.
Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. 
Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. 
Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. 
Aí você curte tudo, faz festas e se prepara para a faculdade.
Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. 
E termina tudo com um ótimo orgasmo! 

Não seria perfeito?

[ autor desconhecido ] 

=D

domingo, 10 de outubro de 2010

Acordo de noite subitamente


Acordo de noite subitamente.
E o meu relógio ocupa a noite toda.
Não sinto a Natureza lá fora,
O meu quarto é uma coisa escura com paredes vagamente brancas.
Lá fora há um sossego como se nada existisse.
Só o relógio prossegue o seu ruído.
E esta pequena coisa de engrenagens que está em cima da minha mesa
Abafa toda a existência da terra e do céu...
Quase que me perco a pensar o que isto significa,
Mas estaco, e sinto-me sorrir na noite com os cantos da boca,
Porque a única coisa que o meu relógio simboliza ou significa
É a curiosa sensação de encher a noite enorme
Com a sua pequenez...

[ Fernando Pessoa ]

xD

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Eu sei e você sabe


Eu sei e você sabe
Já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim.

Eu sei e você sabe
Que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste.

Por isso meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham a você.

Assim como o Oceano, só é belo com o luar
Assim como a Canção, só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem, só acontece se chover
Assim como o poeta, só é bem grande se sofrer
Assim como viver sem ter amor, não é viver
Não há você sem mim
E eu não existo sem você! 

[ Vinicius de Moraes ]

=D

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

À Vida

Exala teu perfume entorpecente
e faz saber a este que te teme
das dores e delírios que
em teu seio ardente escondes
e só aos bravos – tolos bravos – revela
Inebria esta alma
com tua densa essência
a outrem tão nítida e azul
como riso de jardim
Revela-te agora ao que escreve
como aos olhos da criança,
como no beijo do casal na praça,
como as mãos que tocam o piano
Quebra tuas regras
Desnuda-te
Entrega-te como primícia
a este que em sonho te sente
e acordado te nega
mas no silêncio te almeja.


[ Do site: " Cabeça de Homem " Visitem!!! Recomendo à todos ]

=D

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Aquelas pessoas...

Acredite nas pessoas. 
Naquelas que possuem algo mais. 

Aquelas que, às vezes, a gente confunde com anjos e outras divindades...

Digo daquelas pessoas que existem em nossas vidas e enchem nosso espaço com pequenas alegrias e grandes atitudes. 

Falo daquelas que te olham nos olhos quando precisam ser verdadeiras, tecendo elogios, que pedem desculpas com a simplicidade de uma criança...

Pessoas firmes, verdadeiras, transparentes, amigas, ingênuas...
Que com um sorriso, um beijo, um abraço, uma palavra te faz feliz...

Aquelas que erram, acertam, não tem vergonha de dizer não sei, aquelas que sonham. 

Aquelas amigas. 

Aquelas que passam pela vida deixando sua marca, saudades, aquelas que fazem à diferença...
Aquelas que vivem intensamente um grande amor...

[Autor desconhecido]

sábado, 11 de setembro de 2010

A impontualidade do amor

Você está sozinho. Você e a torcida do Flamengo. Em frente a tevê, devora dois pacotes de Doritos enquanto espera o telefone tocar. Bem que podia ser hoje, bem que podia ser agora, um amor novinho em folha.

Trimmm! É sua mãe, quem mais poderia ser? Amor nenhum faz chamadas por telepatia. Amor não atende com hora marcada. Ele pode chegar antes do esperado e encontrar você numa fase galinha, sem disposição para relacionamentos sérios. Ele passa batido e você nem aí. Ou pode chegar tarde demais e encontrar você desiludido da vida, desconfiado, cheio de olheiras. O amor dá meia-volta, volver. Por que o amor nunca chega na hora certa?

Agora, por exemplo, que você está de banho tomado e camisa jeans. Agora que você está empregado, lavou o carro e está com grana para um cinema. Agora que você pintou o apartamento, ganhou um porta-retrato e começou a gostar de jazz. Agora que você está com o coração às moscas e morrendo de frio.

O amor aparece quando menos se espera e de onde menos se imagina. Você passa uma festa inteira hipnotizado por alguém que nem lhe enxerga, e mal repara em outro alguém que só tem olhos pra você. Ou então fica arrasado porque não foi pra praia no final de semana. Toda a sua turma está lá, azarando-se uns aos outros. Sentindo-se um ET perdido na cidade grande, você busca refúgio numa locadora de vídeo, sem prever que ali mesmo, na locadora, irá encontrar a pessoa que dará sentido a sua vida. O amor é que nem tesourinha de unhas, nunca está onde a gente pensa.

O jeito é direcionar o radar para norte, sul, leste e oeste. Seu amor pode estar no corredor de um supermercado, pode estar impaciente na fila de um banco, pode estar pechinchando numa livraria, pode estar cantarolando sozinho dentro de um carro. Pode estar aqui mesmo, no computador, dando o maior mole. O amor está em todos os lugares, você que não procura direito.

A primeira lição está dada: o amor é onipresente. Agora a segunda: é imprevisível. Jamais espere ouvir "eu te amo" num jantar à luz de velas, no dia dos namorados. Ou receber flores logo após a primeira transa. O amor odeia clichês. Você vai ouvir "eu te amo" numa terça-feira, às quatro da tarde, depois de uma discussão, e as flores vão chegar no dia que você tirar carteira de motorista, depois de aprovado no teste de baliza. Idealizar é sofrer. Amar é surpreender.

[ Martha Medeiros ]

domingo, 5 de setembro de 2010

A lei de amor


"O amor resume a doutrina de Jesus toda inteira, visto que esse é o sentimento por excelência, e os sentimentos são os instintos elevados à altura do progresso feito. 

Em sua origem, o homem só tem instintos; quando mais avançado e corrompido, só tem sensações; quando instruído e depurado, tem sentimentos. 

E o ponto delicado do sentimento é o amor, não o amor no sentido vulgar do termo, mas esse sol interior que condensa e reúne em seu ardente foco todas as aspirações e todas as revelações sobre-humanas."

[ Trecho retirado de: "O Evangelho Segundo o Espiritismo", cap 11, item 8 ]


=D

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Química do amor

O Oxigênio e o Hidrogênio são elementos químicos que quando combinados formam a aguá, uma das substâncias mais vitais para a sobrevivência humana. 
Assim somos, eu e você. 
Juntos nós formamos o amor, o sentimento necessário para a nossa sobrevivência. 
Visível a olho nú. 
Pois é tão grande, que uma pessoa com problemas visuais enxergue. 
Puro, na sua forma primitiva. 
O suficiente para nossas almas.


P.S.: Adorei desde o momento que eu li esse texto no blog "Cartas Dele" , recomendo a visita à todos que passam pelo meu blog!

xD

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

I'll Be (Eu serei)

Os fios de cabelos em seus olhos 
Que os colorem maravilhosamente 
Interrompem-me e roubam minha respiração 
E esmeraldas de montanhas 
Dão impulso para o céu 
Nunca revelando sua profundidade

Diga-me que pertencemos um ao outro 
Vista-se com os enfeites do amor 
Eu serei cativado, 
eu ficarei preso aos seus lábios 
Ao invés da forca que machuca meu coração

Eu serei um ombro para você chorar 
Eu serei um suicida do amor 
Eu serei melhor quando ficar mais velho 
Eu serei o maior fã de sua vida

A chuva cai furiosa no telhado de lata 
Enquanto estamos acordados, deitados em minha cama 
Você é minha sobrevivência 
Você é minha prova viva 
Meu amor está vivo e não morto

Diga-me que pertencemos um ao outro 
Vista-se com os enfeites do amor 
Eu serei cativado, 
eu ficarei preso aos seus lábios 
Ao invés da forca que machuca meu coração

Eu fui derrubado, queimado, 
Voltei vitorioso da morte 
Sintonizado, ligado, 
Lembrei das coisas que você disse

Eu serei um ombro para você chorar
Eu serei um suicida do amor
Eu serei melhor quando ficar mais velho
Eu serei o maior fã de sua vida

O maior fã da sua vida


[ Tradução da música "I'll be" de Edwin McCain ]


P.S.: Linda música que me marcou!! 
Adoro você!! 

domingo, 8 de agosto de 2010

Crônica de amor

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.

O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão. O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.

Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só referenciais.

Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.

Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.

Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou à seco.

Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam. Então?

Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você. Isso tem nome.

Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.

Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama este cara?

Não pergunte pra mim, você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.

É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.

Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?

Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.

Não funciona assim.

Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.

Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!

Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso. Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.

[ Arnaldo Jabor ]

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

A fita métrica do amor

Como se mede uma pessoa? Os tamanhos variam conforme o grau de envolvimento. Ela é enorme pra você quando fala do que leu e viveu, quando trata você com carinho e respeito, quando olha nos olhos e sorri destravado. É pequena pra você quando só pensa em si mesmo, quando se comporta de uma maneira pouco gentil, quando fracassa justamente no momento em que teria que demonstrar o que há de mais importante entre duas pessoas: a amizade.

Uma pessoa é gigante pra você quando se interessa pela sua vida, quando busca alternativas para o seu crescimento, quando sonha junto. É pequena quando desvia do assunto.

Uma pessoa é grande quando perdoa, quando compreende, quando se coloca no lugar do outro, quando age não de acordo com o que esperam dela, mas de acordo com o que espera de si mesma. Uma pessoa é pequena quando se deixa reger por comportamentos clichês.

Uma mesma pessoa pode aparentar grandeza ou miudeza dentro de um relacionamento, pode crescer ou decrescer num espaço de poucas semanas: será ela que mudou ou será que o amor é traiçoeiro nas suas medições? Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande. Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo.

É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos. Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações. Uma pessoa é única ao estender a mão, e ao recolhê-la inesperadamente, se torna mais uma. O egoísmo unifica os insignificantes.

Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande. É a sua sensibilidade sem tamanho.

[ Martha Medeiros ]

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Não deixe o amor passar

Quando encontrar alguém e esse alguém fizer seu coração parar de funcionar por alguns segundos, preste atenção: pode ser a pessoa mais importante da sua vida.

Se os olhares se cruzarem e, neste momento, houver o mesmo brilho intenso entre eles, fique alerta: pode ser a pessoa que você está esperando desde o dia em que nasceu.

Se o toque dos lábios for intenso, se o beijo for apaixonante, e os olhos se encherem d’água neste momento, perceba: existe algo mágico entre vocês.

Se o primeiro e o último pensamento do seu dia for essa pessoa, se a vontade de ficar juntos chegar a apertar o coração, agradeça: Deus te mandou um presente: O Amor.

Por isso, preste atenção nos sinais, não deixe que as loucuras do dia-a-dia o deixem cego para a melhor coisa da vida: O AMOR.


[ Carlos Drummond de Andrade ]

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Os três mal-amados

O amor comeu meu nome, minha identidade, meu retrato. O amor comeu minha certidão de idade, minha genealogia, meu endereço. O amor comeu meus cartões de visita. O amor veio e comeu todos os papéis onde eu escrevera meu nome.

O amor comeu minhas roupas, meus lenços, minhas camisas. O amor comeu metros e metros de gravatas. O amor comeu a medida de meus ternos, o número de meus sapatos, o tamanho de meus chapéus. O amor comeu minha altura, meu peso, a cor de meus olhos e de meus cabelos.

O amor comeu meus remédios, minhas receitas médicas, minhas dietas. Comeu minhas aspirinas, minhas ondas-curtas, meus raios-X. Comeu meus testes mentais, meus exames de urina.

O amor comeu na estante todos os meus livros de poesia. Comeu em meus livros de prosa as citações em verso. Comeu no dicionário as palavras que poderiam se juntar em versos.

Faminto, o amor devorou os utensílios de meu uso: pente, navalha, escovas, tesouras de unhas, canivete. Faminto ainda, o amor devorou o uso de meus utensílios: meus banhos frios, a ópera cantada no banheiro, o aquecedor de água de fogo morto mas que parecia uma usina.

O amor comeu as frutas postas sobre a mesa. Bebeu a água dos copos e das quartinhas. Comeu o pão de propósito escondido. Bebeu as lágrimas dos olhos que, ninguém o sabia, estavam cheios de água.

O amor voltou para comer os papéis onde irrefletidamente eu tornara a escrever meu nome.

O amor roeu minha infância, de dedos sujos de tinta, cabelo caindo nos olhos, botinas nunca engraxadas. O amor roeu o menino esquivo, sempre nos cantos, e que riscava os livros, mordia o lápis, andava na rua chutando pedras. Roeu as conversas, junto à bomba de gasolina do largo, com os primos que tudo sabiam sobre passarinhos, sobre uma mulher, sobre marcas de automóvel.

O amor comeu meu Estado e minha cidade. Drenou a água morta dos mangues, aboliu a maré. Comeu os mangues crespos e de folhas duras, comeu o verde ácido das plantas de cana cobrindo os morros regulares, cortados pelas barreiras vermelhas, pelo trenzinho preto, pelas chaminés. Comeu o cheiro de cana cortada e o cheiro de maresia. Comeu até essas coisas de que eu desesperava por não saber falar delas em verso.

O amor comeu até os dias ainda não anunciados nas folhinhas. Comeu os minutos de adiantamento de meu relógio, os anos que as linhas de minha mão asseguravam. Comeu o futuro grande atleta, o futuro grande poeta. Comeu as futuras viagens em volta da terra, as futuras estantes em volta da sala.

O amor comeu minha paz e minha guerra. Meu dia e minha noite. Meu inverno e meu verão. Comeu meu silêncio, minha dor de cabeça, meu medo da morte.

[ João Cabral de Melo Neto ]

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Súplica


Agora que o silêncio é um mar sem ondas, 
E que nele posso navegar sem rumo, 
Não respondas 
Às urgentes perguntas 
Que te fiz. 
Deixa-me ser feliz 
Assim, 
Já tão longe de ti como de mim. 

Perde-se a vida a desejá-la tanto. 
Só soubemos sofrer, enquanto 
O nosso amor 
Durou. 
Mas o tempo passou, 
Há calmaria... 
Não perturbes a paz que me foi dada. 
Ouvir de novo a tua voz seria 
Matar a sede com água salgada.

[Miguel Torga]

terça-feira, 27 de julho de 2010

Certas horas...

Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...

Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer..

Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...

Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...

Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:

Acho que você está errado, mas estou do seu lado...

Ou alguém que apenas diga:

Sou seu amor! E estou Aqui!

[William Shakespeare]

domingo, 25 de julho de 2010

Ser forte! Que nada...

Eu pensei que fosse fácil
Conseguir ser tão forte
Mas o coração é fraco
Não há dor que ele suporte.

Sua ausência me maltrata
Solidão, fere-me, desarma
Há saudade, tantas lágrimas
Em meu peito a dor desaba.

Ser forte! Que nada, sou nada.

Desde quando você se foi
Ninguém mais me fez sorrir
Em meu rosto só há tristeza
E chorando, eu espero que você apareça.

Sei que você não tem culpa
Nem seu coração também
Não se escolhe a quem amar
Nem a quem gostar também!

Ser forte! Que nada, sou nada.

Na vida há duas escolhas
Pode ser sim e não também
Nem sempre nela se ganha
Mesmo quando se quer o bem.

Ser forte! Que nada, sou nada.

[Autor desconhecido]

sábado, 24 de julho de 2010

Ausência

Eu deixarei que morra em mim o desejo de amar os teus olhos que são doces.
Porque nada te poderei dar senão a mágoa de me veres eternamente exausto.
No entanto a tua presença é qualquer coisa como a luz e a vida.
E eu sinto que em meu gesto existe o teu gesto e em minha voz a tua voz.

Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado.
Quero só que surjas em mim como a fé nos desesperados.
Para que eu possa levar uma gota de orvalho nesta terra amaldiçoada.
Que ficou sobre a minha carne como nódoa do passado.

Eu deixarei...tu irás e encostarás a tua face em outra face.
Teus dedos enlaçarão outros dedos e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu, porque eu fui o grande íntimo da noite.

Porque eu encostei minha face na face da noite e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.

Eu ficarei só como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar, do vento, do céu, das aves, das estrelas.
Serão a tua voz presente, a tua voz ausente, a tua voz serenizada.

[Vinícius de Moraes]

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Tomara...

Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho.

Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz

E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais...

[Vinícius de Moraes]

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Amigos

Um dia a maioria de nós irá se separar.
Sentiremos saudades de todas as conversas jogadas fora, as descobertas que fizemos, dos sonhos que tivemos, dos tantos risos e momentos que compartilhamos...

Saudades até dos momentos de lágrima, da angústia, das vésperas de finais de semana, de finais de ano, enfim,do companheirismo vivido...
Sempre pensei que as amizades continuassem para sempre...

Hoje não tenho mais tanta certeza disso.
Em breve cada um vai pra seu lado, seja pelo destino, ou por algum desentendimento, segue a sua vida, talvez continuemos a nos encontrar, quem sabe, nos e-mails trocados...

Podemos nos telefonar, conversar algumas bobagens.
Aí os dias vão passar, meses, anos, até este contato tornar-se cada vez mais raro.
Vamos nos perder no tempo...

Um dia nossos filhos verão aquelas fotografias e perguntarão: Quem são aquelas pessoas?
Diremos que eram nossos amigos.
E... isso vai doer tanto!!!

Foram meus amigos, foi com eles que vivi os melhores anos de minha vida!

A saudade vai apertar bem dentro do peito.
Vai dar uma vontade de ligar, ouvir aquelas vozes novamente...
Quando o nosso grupo estiver incompleto, nos reuniremos para um último adeus de um amigo.
E entre lágrima nos abraçaremos...

Faremos promessas de nos encontrar mais vezes daquele dia em diante.
Por fim, cada um vai para o seu lado para continuar a viver a sua vidinha isolada do passado...
E nos perderemos no tempo...

Por isso, fica aqui um pedido deste humilde amigo: não deixes que a vida passe em branco, e que pequenas adversidades sejam a causa de grandes tempestades...

Eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores...mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos!!!

[Vinícius de Moraes]

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Viver sem ter amor não é viver

Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você.

Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você.

[Vinícius de Moraes]

domingo, 18 de julho de 2010

Soneto da separação


De repente do riso fez-se o pranto
Silencioso e branco como a bruma
E das bocas unidas fez-se a espuma
E das mãos espalmadas fez-se o espanto.

De repente da calma fez-se o vento
Que dos olhos desfez a última chama
E da paixão fez-se o pressentimento
E do momento imóvel fez-se o drama.

De repente, não mais que de repente
Fez-se de triste o que se fez amante
E de sozinho o que se fez contente.

Fez-se do amigo próximo o distante
Fez-se da vida uma aventura errante
De repente, não mais que de repente.

[Vinícius de Moraes]

sábado, 17 de julho de 2010

Soneto do amor total


Amo-te tanto meu amor... não cante
O humano coração com mais verdade...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.

Amo-te enfim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.

Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.

E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude. 

[Vinícius de Moraes]

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Os homens

Os homens bons são feios.
Os homens bonitos não são bons.
Os homens bonitos e bons são gays.
Os homens bonitos, bons e heterossexuais estão casados.
Os homens que não são bonitos, mas são bons, não têm dinheiro.
Os homens que não são bonitos, mas que são bons e com dinheiro, pensam que só estamos atrás de seu dinheiro.
Os homens bonitos, que não são bons e são heterossexuais, não acham que somos suficientemente bonitas.
Os homens que nos acham bonitas, que são heterossexuais, bons e têm dinheiro, são covardes.
Os homens que são bonitos, bons, têm dinheiro e graças a Deus são heterossexuais, são tímidos e NUNCA DÃO O PRIMEIRO PASSO!
Os homens que nunca dão o primeiro passo, automaticamente perdem o interesse em nós quando tomamos a iniciativa.

AGORA… QUEM NESSE MUNDO ENTENDE OS HOMENS?

Moral da História:
Homens são como um bom vinho.
Todos começam como uvas, e é dever da mulher pisoteá-los e mantê-los no escuro até que amadureçam e se tornem uma boa companhia pro jantar.

[Vinícius de Moraes]

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Força


É a paixão correndo pelas suas veias
E é o sentimento que você agradece por ter vindo
É o momento que você lembra que está vivo
É o ar que você respira, o elemento, o fogo
É a flor que você tira um tempo para cheirar
É o poder que você sabe que recebeu também
É o temor por dentro que você sabe que pode superar
Isto é a orquestra, o ritmo, a bateria

Com uma força, com uma força
Com uma força que ninguem pode parar
Com uma força, com uma força
Com uma fome que ninguem pode matar

É a trilha sonora da sua crescente vida
É o vento pelos seus pés que o faz voar
É o belo jogo que você escolheu jogar
Quando você da um passo fora passo fora para o dia começar
Você mostra o rosto, grita, reza
Você vai ganhar por você e por nós
É o dourado, o verde, o amarelo e o cinza
O suor vermelho, as lagrimas, o amor que você leva. Hey!

Com uma força, com uma força

Com uma força que ninguem pode parar
Com uma força, com uma força
Com uma fome que ninguem pode matar

Mais perto do céu, bem mais alto, mais perto do céu.

Com uma força, com uma força
Com uma força que ninguem pode parar
Com uma força, com uma força
Com uma fome que ninguem pode matar

[ Tradução da música: Força - Nelly Furtado ]

terça-feira, 13 de julho de 2010

Aprende

Depois de algum tempo, você aprende a diferença, a sutil diferença, entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se, e que companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas. E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiante, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão. Depois de um tempo você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la, por isso. Aprende que falar pode aliviar dores emocionais.

Descobre que se levam anos para se construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer coisas em um instante das quais se arrependerá pelo resto da vida. Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você tem na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos.

Descobre que as pessoas com quem você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa, por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vejamos. Aprende que as circunstâncias e os ambientes tem influência sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser. Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que quer ser, e que o tempo é curto. Aprende que não importa onde já chegou, mas onde está indo, mas se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as consequências. Aprende que paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes a pessoa que você espera que o chute quando você cai é uma das poucas que o ajudam a levantar-se.

Aprende que maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas do que com quantos aniversários você celebrou. Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame, não significa que esse alguém não o ama, contudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado. Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o conserte. Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás.

Portanto... plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores. E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida!


[William Shakespeare]

segunda-feira, 12 de julho de 2010

A sensualidade da língua

Era a terceira vez que aquele substantivo e aquele artigo se encontravam no elevador. Um substantivo masculino, com aspecto plural, com alguns anos bem vividos pelas preposições da vida. E o artigo era bem definido, feminino, singular: era ainda novinha, mas com um maravilhoso predicado nominal.

Era ingênua, silábica, um pouco átona, até ao contrário dele: um sujeito oculto, com todos os vícios de linguagem, fanático por leituras e filmes ortográficos. O substantivo gostou dessa situação:os dois sozinhos, num lugar sem ninguém ver e ouvir. E sem perder essa oportunidade, começou a se insinuar, a perguntar, a conversar.

O artigo feminino deixou as reticências de lado, e permitiu esse pequeno índice. De repente, o elevador pára, só com os dois lá dentro: ótimo, pensou o substantivo, mais um bom motivo para provocar alguns sinônimos. Pouco tempo depois, já estavam bem entre parênteses, quando o elevador recomeça a se movimentar: só que em vez de descer, sobe e pára justamente no andar do substantivo. Ele usou de toda a sua flexão verbal, e entrou com ela em seu aposto.

Ligou o fonema, e ficaram alguns instantes em silêncio, ouvindo uma fonética clássica, bem suave e gostosa. Prepararam uma sintaxe dupla para ele e um hiato com gelo para ela. Ficaram conversando, sentados num vocativo, quando ele começou outra vez a se insinuar.

Ela foi deixando, ele foi usando seu forte adjunto adverbial, e rapidamente chegaram a um imperativo, todos os vocábulos diziam que iriam terminar num transitivo direto.

Começaram a se aproximar, ela tremendo de vocabulário, e ele sentindo seu ditongo crescente: se abraçaram, numa pontuação tão minúscula, que nem um período simples passaria entre os dois.

Estavam nessa ênclise quando ela confessou que ainda era vírgula; ele não perdeu o ritmo e sugeriu uma ou outra soletrada em seu apóstrofo.

É claro que ela se deixou levar por essas palavras, estava totalmente oxítona às vontades dele, e foram para o comum de dois gêneros.

Ela totalmente voz passiva, ele voz ativa. Entre beijos, carícias, parônimos e substantivos, ele foi avançando cada vez mais: ficaram uns minutos nessa próclise, e ele, com todo o seu predicativo do objeto, ia tomando conta.

Estavam na posição de primeira e segunda pessoa do singular, ela era um perfeito agente da passiva, ele todo paroxítono, sentindo o pronome do seu grande travessão forçando aquele hífen ainda singular. Nisso a porta abriu repentinamente. Era o verbo auxiliar do edifício. Tinha percebido tudo, e entrou dando conjunções e adjetivos nos dois, que se encolheram gramaticalmente, cheios de preposições, locuções e exclamativas. Mas ao ver aquele corpo jovem, numa acentuação tônica, ou melhor, subtônica, o verbo auxiliar diminuiu seus advérbios e declarou o seu particípio na história.

Os dois se olharam, e viram que isso era melhor do que uma metáfora por todo o edifício. O verbo auxiliar se entusiasmou e mostrou o seu adjunto adnominal. Que loucura, minha gente. Aquilo não era nem comparativo: era um superlativo absoluto.

Foi se aproximando dos dois, com aquela coisa maiúscula, com aquele predicativo do sujeito apontado para seus objetos. Foi chegando cada vez mais perto, comparando o ditongo do substantivo ao seu tritongo, propondo claramente uma mesóclise-à-trois. Só que as condições eram estas: enquanto abusava de um ditongo nasal, penetraria ao gerúndio do substantivo, e culminaria com um complemento verbal no artigo feminino.

O substantivo, vendo que poderia se transformar num artigo indefinido depois dessa, pensando em seu infinitivo, resolveu colocar um ponto final na história: agarrou o verbo auxiliar pelo seu conectivo, jogou-o pela janela e voltou ao seu trema, cada vez mais fiel à língua portuguesa, com o artigo feminino colocado em conjunção coordenativa conclusiva.


[ Fonte: Cabeça de homem - Menos complicada do que você imagina ]